Município de São Bernardo do Campo
Secretaria de Educação
Departamento de Ações Educacionais
Divisão de Educação Infantil, Ensino Fundamental e
Educação de Jovens e Adultos
EMEB ESTUDANTE FLAMÍNIO ARAÚJO DE CASTRO RANGEL
História 7 e 8º termos
Revoltas na Sociedade Mineradora
NOME:________________________________________DATA:__________
Queridos alunos,
Nesta atividade continuaremos a estudar a resistência contra a exploração de Portugal e principalmente contra a escravidão! Mais especificamente a resistência da mulher negra que não aceitava a condição na qual vivia e lutava pela liberdade. Dentre muitas dessas mulheres, Anástacia se tornou um dos principais símbolos. Vamos conhece-la?
Profa. Débora
Anastácia, escrava sofrida, misto de luta e bravura, resistência e doçura. Sua história é contada em versões orais e escritas, registros sobre uma linda mulher que não cedeu aos apelos sexuais do seu senhor, sendo amordaçada e estuprada. A luta de Anastácia tornou-se um exemplo e até hoje sua força inspira a resistência de muitos e muitas devotas.
A história de Anastácia, como de muitas negras e negros escravizados trazidos ao Brasil, inicia com a chegada ao Rio de Janeiro no navio negreiro Madalena, vindo do continente Africano em 09 de abril de 1740. A embarcação trazia 112 negros Bantus, originários do Congo, para serem vendidos como escravos. Entre eles estava a mãe de Anastácia. Delminda foi vendida por mil réis assim que o navio aportou, e como era infelizmente comum a mulheres negras, foi violentada, engravidando de Anastácia. O algoz foi um homem branco, nascendo assim, Anastácia com os olhos azuis. Mulher de beleza exuberante,é sempre representada como uma figura forte, guerreira, ficando conhecida por reagir e lutar contra a opressão do sistema de escravagista.
Era cobiçada por sua beleza, despertando a ira dos seus senhores por seu comportamento rebelde e também das mulheres dos senhores que não a toleravam. Para silenciá-la e castigá-la foi condenada ao uso de uma máscara de ferro por toda a vida, a Máscara de Flandres. Tal objeto era fabricado com folha de flandres, usada no período da escravidão no Brasil para impedir que os escravos ingerissem alimentos, bebidas ou terra. Eram trancadas com um cadeado atrás da cabeça, possuindo orifícios para os olhos e nariz, mas impedindo totalmente o acesso à boca. Suportou espancamentos que só terminaram com sua morte. Sua resistência diante da dor e das violências sofridas acabaram por incentivar outros escravizados a resistência e ainda hoje alimenta o culto como “santa popular” por muitos devotos.
Anastácia foi uma mulher negra escravizada como muitas outras mulheres. Consideradas mão de obra, podiam ser vendidas, doadas, emprestadas, alugadas, hipotecadas, confiscadas… enfim, susceptíveis de todos os tipos de violência. Realizavam todo tipo de trabalho, desde tarefas pesadas a trabalhos domésticos. Além de viver sob praticas violentas como o trabalho forçado, o açoite e o estupro, também eram obrigadas a serviços sexuais, sendo assim instrumentalizadas, animalizadas, consideradas longe da esfera humana de sentimentos.
A história de Anastácia é diferente de outras escravas mulheres? No que ela se assemelha? No que se diferencia?
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Por que Anastácia ficou conhecida como santa popular?
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Você já conhecia Anastácia? O que achou de sua história? Acredita que suas condições e dificuldades ainda existam para mulheres negras dos dias de hoje?
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